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terça-feira, 7 de outubro de 2014

As adversidades e a soberania de Deus

Pergunte a qualquer crente desse mundo se Deus é soberano, se Deus tem todo poder ou até mesmo se alguém pode frustar os planos de Deus. Te afirmo com total certeza que a resposta virá de coração e boca cheios de certeza que sim, todos dirão alegres e triunfantes que Deus tem todo poder, que ninguém pode frustrar os projetos de Deus, que operando Deus quem impedirá, etc e tal.
Essa poderosa fé, esse fervor em defender a soberania de Deus tem validade na vida de muitos cristãos, só vale até a data em que chegam as provações, em que morre um filho ainda jovem e sem aparente motivo, ou quando vem aquela enfermidade incurável. Nessa hora a soberania de Deus acaba na vida de muitos, nessa hora Deus, aquele mesmo que ninguém impede seu operar, se transforma numa espécie de negociante que dependendo do sacrifício feito muda de idéia.
Deus não pede conselho, isso foi dito por Ele mesmo a Jó, aliás, Jó é um grande exemplo de um ser limitado que se rendeu a soberania de Deus, após perder quase tudo ele diz -O Senhor me deu e Ele mesmo tomou, bendito seja o nome do Senhor. Deus interferiu diretamente na vida de Jó, permitiu uma série de adversidades ao mesmo tempo e o velho patriarca O louvou com grande devoção.
Devemos entender que Deus é Deus, Ele faz o que quer, mesmo que isso contrarie o que nós imaginamos ser o correto a ser feito. Deus não está preso ou limitado a nosso plano inferior, somos pecadores redimidos tentando traçar os caminhos de um Deus santo e perfeito. Amados, os caminhos de Deus são mais altos do que os nosso, mesmo que você não entenda ou aceite Ele fará o que quer, porém está escrito que "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.".

By Pb. Cláudio Oliveira


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Eu não fui o samaritano


Transferir responsabilidade foi uma coisa que herdamos de Adão, ao ser interrogado por Deus sobre sua conduta ele transferiu a culpa para Deus e para sua mulher. Temos sempre um porém, um más, um nem tanto, pra usarmos a nosso favor.
Na parábola do  Bom Samaritano quando se fala do sacerdote e do levita que passaram de largo transferimos esse rótulo sempre a outros. Hoje venho aqui dizer que eu não fui o samaritano
Eu não fui o samaritano quando vi meus amigos saírem pra beber, porque não os disse que eles estavam indo pelo caminho errado, que suas almas estavam condenadas e só Cristo podia liberta-los.
Eu não fui o samaritano quando passei vi um irmãozinho indo a pé pra o culto, eu tinha passagem pra mim e o dinheiro do lanche após o culto, eu não o ajudei porque não quis abrir mão de ter grana pra lanchar depois do culto.
Eu não fui o samaritano quando fui orar pra Deus levar providência pra aquela irmã que estava passando por dificuldades, na verdade eu estava com dinheiro na conta e podia ser o agente de Deus,  mas aquele dinheiro era pra comprar outro par de sapato pra minha coleção, e também precisava ir no cinema com minha namorada pra satisfazer nossos corações.
Eu não fui o samaritano quando vi aquela jovenzinha namoradeira desviada, na verdade até pensei que seria melhor lá fora no mundo do que aqui por causa dos outros, que até fazem as mesmas coisas mas fazem escondido, é menos feio.
Eu não fui o samaritano quando aquele bêbado fedorento entrou no culto, ficava chorando, queria receber oração, foi a frente na hora do louvor atrapalhando a hora da gente pular e celebrar, ficava confessando que estava vivendo erroneamente. Nossa que camarada chato viu, pegamos dois diáconos estilo UFC e o colocamos pra fora.
Eu não fui o samaritano quando troquei meu carro por um mais espaçoso, ah sei lá, eu podia ter sustentado um missionário por seis ou sete meses mas isso é dever de Deus, afinal a obra é dele. E eu sou filho de rei não posso ter um carro pior que o filho do diabo pois sou cabeça (de bagre), apesar que o Filho de Rei mesmo só andou de jumento uma vez em seu ministério.
Eu não fui o samaritano quando cobrei o que um trabalhador ganha em uma ou duas semanas trabalhando pra pregar, mas pensando bem terno Pierre Cardin e sapato que brilha mais que o sol é artigo de primeira necessidade. Eu podia ter recebido só o necessário e repassado o restante a assistência social da igreja, mas e a pizzaria depois do culto quem ia bancar. Bem que podia ter ido de graça já que eu trabalho e não preciso, mas dim dim é sempre bom e pregar é mais fácil que vender Avon pra ter uma renda extra.
Eu não fui o samaritano quando deixei de ser simples como uma pomba, livre pelo evangelho de Cristo e passei a ser uma moldura na parede.