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quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tempo de ajuntar pedras

Já me peguei diversas vezes tentando equacionar a sabedoria de Salomão, mas é impossível. Esse camarada recebeu de Deus algo, que segundo a própria bíblia, ninguém mais teve, a excelência da capacidade humana em sabedoria. Sou declaradamente um apaixonado pelo livro de Cântico dos Cânticos, mas hoje quero escrever algo sobre um trecho do livro de Eclesiastes que é muito lido e pregado, o capitulo 3. É esse mesmo que fala do tempo pra tudo, em específico para hoje o trecho que fala do tempo de ajuntar e o tempo de espalhar pedras.
Acho lindo e revelador quando o rei Salomão escreve que "há tempo de ajuntar pedras". Ajuntar pedras é um trabalho muito dificultoso, requer muita força, é preciso estar disposto a lidar com pedras de vários tamanhos e formas, ainda há o agravante de que pedras podem cortar as mãos de quem a carrega. Mas que propósito há nesse ajuntar de pedras? Vejamos.
Gosto da disposição das palavras nesse texto e louvo a Deus pela sabedoria de Salomão em as colocar nesta ordem. Note que primeiro vem o tempo de ajuntar e depois o tempo de espalhar, mas parece um trabalho desnecessário, afinal as pedras já estavam espalhadas não havendo uma necessidade notoria de ajuntar num tempo pra espalhar em outro. Dar-se o trabalho de erguer pedras que estão separadas por vários locais diferentes para tornar a espalhar; dar várias e várias idas e voltas com pedras nas mãos.
Em nossa caminhada por essa vida por diversas vezes fazemos esforços que aos olhos de muitos parecem em vão, ou como no dito popular "trabalho de português". Mas será que realmente é?
Já vi muitos que desistiram de seus ministérios, de sua chamada, de seus filhos, de seus conceitos e etc, somente porque parece em vão o trabalho que dá ajuntar essas pedras. Quero te lembrar que mesmo sendo trabalhoso e ao mesmo tempo impossível, humanamente falando, para Davi derrotar Golias ele foi ao ribeiro e ajuntou pedras, e isso fez toda a diferença peleja. Uma das pedras que ele ajuntou no ribeiro serviu pra derrubar aquele gigante.
Espiritualmente falando, Abraão passou 49 anos ajuntando as promessas de Deus como pedras. Ninguém em sã consciência acreditaria nas pedras que ele juntou, mas aquelas pedras foram espalhadas depois de uma tal maneira que se tornaram mais do que a areia da praia e as estrelas do céu. Paulo passou anos ajuntando pedras em suas viagens missionárias, com naufrágios, apedrejamentos, açoites, varadas nas costas, prisões e etc. Mas suas pedras foram espalhadas por quase todo o mundo, hoje seus dircursos são discutidos em cursos de direito e seu legado teológico e de fé rompe barreiras, as pedras foram espalhadas.
Ajunte pedras não importando o peso, independente da quantidade e do tempo que leve para tal. Lembre-se que há um tempo determinado, não é a esmo, Deus tem o tempo cronometrado de ajuntar e também o de espalhar. Hoje você pode não compreender o motivo de ter que carregar essas pedras tão pesadas, mas no tempo de espalhar você ira olhar para os altos céus e dizer "Valeu a pena".

By Pb. Cláudio Oliveira

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Deus vai além das nossas expectativas



Minha mãe certa feita me prometeu fazer um sorvete de cupuaçu, disse ela que era muito bom eu não esperava a hora de provar o tal sorvete de cupuaçu, queria mais do que logo. Porém esta fruta tropical não é encontrada todos os meses do ano em minha cidade e minha mãe não queria fazer um sorvete tão esperado com polpas artificiais ele queria fazer da melhor forma, quanto a mim só me sobrou esperar até que o prometido sorvete chegasse até mim. Em um dia quando eu cheguei do colégio minha mãe estava com um sorrisão daqueles nos lábios e eu logo imaginei que alguma coisa boa viria dali, que maravilha é esperar, minha mãe abriu o congelador e me fez contemplar um pote imenso cheio de sorvete e eu sem cerimônias fui logo provando. Que grata surpresa para mim, eu esperava que realmente o sorvete fosse bom más não o sorvete era ótimo, um verdadeiro maná vindo do céu.
Eu iniciei este texto com esta narrativa da minha infância para ilustrar o que aconteceu com Zaqueu ao encontrar-se com o Mestre. Ele saiu de casa com uma pretensão mínima diante da oportunidade que se colocaria diante dele, Zaqueu somente queria ver Jesus, para ele bastava ter a oportunidade de observar a maneira como Jesus andava, a forma com que pregava, porém Jesus tem o costume de ir muito além das nossas expectativas. Agora um homem que tinha em seu coração que ver Jesus era uma dádiva teria a visita do próprio filho de Deus em sua casa, que Deus grande é esse que nós servimos.
Zaqueu foi surpreendido por Jesus naquela hora, você que está ai lendo este texto saiba que o mesmo Jesus que foi ao encontro de Zaqueu em cima daquela árvore ainda surpreende aos seus filhos, Ele faz muito mais além do que esperamos ou imaginamos, Deus vai além das nossas expectativas. Assim como o sorvete da minha mãe foi muito mais gostoso do que eu esperava o que Deus faz também é sempre melhor do que o que esperamos.

By Pb. Claudio Oliveira