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domingo, 31 de janeiro de 2016

A verdade sobre a verdade

Quando eu era criança tinha uma coisa que me intrigava muito, que era o porquê do pessoal nos filmes ficarem o dia todo de sapato e já acordarem de sapato. Quando adolescente a minha dúvida era se seria jogador de futebol, arquiteto, médico, etc. Ter dúvidas é uma crescente na vida de qualquer um, mudam as razões, as áreas, os pontos de visão, mas elas sempre aparecem.
Quando me converti passei por aquela fase de vislumbre com as coisas de Deus e caminhava olhando para frente impoluto sem me importar com nada que não fosse, ao meu ver, agradável a Deus. Até que um dia me peguei pensando se o evangelho é realmente a verdade, e como bom cristão eu tratei de "repreender" esse pensamento que se opunha a fé que havia aceitado. Esse foi o meu caminho até pouco tempo atrás, crer e somente crer, aceitar que o evangelho é o caminho correto porque na igreja todos dizem que é e quem sou eu para questionar essa "certeza". Mas, como saber que o evangelho é realmente o caminho? Como saber que não é apenas uma fuga?
Bom, hoje tenho certeza que o evangelho é a verdade. Em primeiro lugar analisando o que todos podem analisar e perceber que é a ordem do universo, a cosmologia compreende que toda  coisa conhecida no universo tem uma causa e um início em alguma que eles não conseguem identificar com precisão o que é; é consenso entre os estudiosos que houve um ponto de partida para a criação do universo e que ele tem uma idade, uma "data de fabricação". Outro ponto que também consensual é que tudo no universo tem um propósito harmonioso que converge para a manutenção da "normalidade" universal; o acaso não cria harmonia e isso é fato, o que teria estabelecido o proposito de cada coisa criada é a pergunta que os cientistas, filósofos, astrônomos e estudiosos não conseguem responder.
Podemos também observar no comportamento geral da humanidade uma certeza de que o evangelho é a verdade. Desde que temos conhecimento da história, o homem busca em diversos fatores a solução para suas interrogações. Para termos uma ideia do que falo vamos olhar o neoliberalismo que é o que temos de mais atual como movimento intelectual, por muitas vezes o neoliberal se assemelha com uma criança birrenta que não gosta de ouvir conselhos, se assemelha com um adolescente que se revolta porque isso te faz melhor que seus pais e melhor que os caretas da direita conservadora. Para o neoliberalismo não existe a verdade absoluta para um todo, o que existe são verdades mutáveis e pessoais. Minha pergunta é se isso é novo. Claro que não, as raízes disso estão no iluminismo no século XVIII que põe o homem como centro de tudo, e que surgiu como uma resposta a chamada "Era das trevas". O neoliberalismo gera a mesma sensação de liberdade que foi oferecida a Adão no Éden pelo diabo, ali o primeiro homem passou a se ver como autor do mal e do bem numa quebra de relação com o Eterno, aqui o homem tenta se desvencilhar de princípios nele postos por Deus atribuindo a terceiros as mazelas e desigualdades.
Por fim, vemos a busca pelo eterno, pelo que seria mais alto que existe em todas as sociedades modernas e antigas. Desde índios no interior mais profundo das florestas a povos nórdicos europeus existe uma busca por algo acima do material, essa busca exprime a certeza de Eclesiastes 3.11 "Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez."
O evangelho não é uma porta entre outras, em diversos aspectos ele se mostra firme e detentor de verdades que mudam vidas e conceitos de pessoas em diversas partes do mundo, o evangelho que faz o russo receber a Cristo é o mesmo pregado nas comunidades quilombolas e de aborígenes australianos. Seus efeito transformador nos mostra o quão verdadeiro ele é.

By Pb. Cláudio Oliveira

sábado, 9 de janeiro de 2016

Geração "Dane-se"


O filme "Juventude Transviada" foi um marco no cinema mundial, trazia a mensagem de liberdade a todo custo, contra tudo e contra todos. Mostrava o seu protagonista como um cara durão (como os americanos gostam de falar), que não ligava para regras, aquele estereótipo fez com que a mulherada da época suspirasse por um bad boy. Muito bem. Anos se passarão e eu vejo um fenômeno extremamente nocivo, ao meu ver, no meio dos jovens dessa geraçã, esse fenômeno traz em sua espinha dorsal uma frase que virou escudo e espada de muitos jovens, essa frase é "Dane-se".
O "dane-se" é como um mantra repetido todas as vezes que é apontado um ponto negativo sobre determinado ato ou fala. O "dane-se" é usado como um escudo que protegerá a pessoas das consequências de seus atos, aliás pensar antes de fazer está meio fora de moda. Grande parte dos jovens se escondem atrás de perfis em redes sociais que pregam a liberdade a qualquer custo; outros pregam o culto a preguiça, ao sono, a falta de responsabilidade (sobre isso vou falar em outro post), e quando alguém interfere apresentando a vida real ouve um sonoro "dane-se". O resultado desse "dane-se" coletivo e social é que nunca vimos tantos jovens, especialmente mulheres, bebendo em grande quantidade tão precocemente. E os malefícios a saúde? "Dane-se". O número de abortos entre pré adolescentes tem aumentando vertiginosamente. E a vida dentro de você? "Dane-se". Os jovens homens entre 17 e 25 envolvidos com o tráfico e a criminalidade são os líderes de mortalidade no Brasil. E o choro dos pais? "Dane-se"
O problema todo desse "dane-se" é que fantasia-se uma realidade que não a real , cria-se um mundo altista onde tudo é o agora, tudo é o "vamos lá que vai ser bom". A geração do "dane-se" não encara a vida como um ciclo longo e que cada indivíduo é parte da soma total cujo resultado é o meio em que vivemos, essa geração não se preocupa em somar positivamente com alguém que não seja ela mesmo e seus prazeres.
Há muito mais do que o agora para nós vivermos, um "dane-se" não vai anular os reflexos de nossas escolhas e muito menos fará com que a vida seja melhor. As músicas desde famigerado sertanejo universitário, do funk ostentação e outros ritmos tem feito um desserviço a sociedade apregoando maneiras irresponsáveis de viver, traçando padrões babacas, demostrando em suas letras que ser fiel num relacionamento é ser trouxa, que beber até cair é algo bom. Esses irresponsáveis deviam ser proibidos de cantar, assim como é proibida a propaganda de cigarro e derivados do tabaco.
É triste ver como grande parte de uma geração, que tem tantos recursos nas mãos, se destrói, destrói outros e simplesmente dizem "dane-se".


domingo, 22 de novembro de 2015

Música, futebol e outras tretas



Desde jovem me encantei por uma música de Bob Marley chamada Redemption Song (Canções de Redenção), o arranjo é muito criativo, a melodia envolvente e a letra é um tratado pela libertação. Mas, eis que me converti e a partir daí tudo que não tinha o CAG (Carimbo de Autenticidade Gospel) era visto por mim como obra do capiroto, manifestação do chifrudo, coisa do sujo então essa música agora era obra do cão e eu deixei de ouvir.
Bem, trouxe esse exemplo meu para tratar de uma parada que gera muita treta na igreja que é admiração sincera e contemplação da glória de Deus nas artes, na tecnologia, num cálculo matemático resolvido depois de anos, num quadro cubista de Picasso, num tapete persa com temas orientais e na minha glorificação a Deus pela música de Bob Marley.
No campo da teologia isso é chamado de graça comum, que é nada mais do que a capacitação ou faculdade criativa comum do homem que é dada por Deus. E aqui quero abrir um parêntese bem rápido para dizer que você pode admirar a obra do homem sem necessariamente admirar o homem.
Assim como nos beneficiamos de modernidades como os celulares, internet, carros mais seguros, aparelhos médicos mais precisos, que são provenientes da graça de comum de Deus e não foram inventados por cristãos (claro que também podem ter sido), podemos também nos beneficiar das artes, do futebol na TV ou no estádio, de uma peça de teatro, de um bom filme ou série, etc. Essas outras coisas, assim como aquelas, são fruto da natureza criativa que o homem herdou de Deus.
Não vou ser inocente de dizer que podemos qualquer música, ou assistir qualquer filme, Paulo escreve que nem tudo nos convém. Se você não tem fé para ouvir Djavan eu te digo que não o faça, mas meus irmãos, seus fofos, seus salvos, não condenem quem o faz. Amém?

domingo, 15 de novembro de 2015

O simples evangelho de Cristo


Escrevi um artigo anterior descrevendo o que não é o evangelho de Cristo que eu creio, e acredito agora mais do que nunca na necessidade de explicar o que acredito ser o evangelho de Jesus.
Primeiro acredito que o evangelho não é um conjunto de normas e regras do que eu posso ou não posso fazer. Cristo não morreu numa cruz para isso e nem precisaria, era só dizer e subir ao céu de boas. Jesus não veio fundar uma nova religião, ele veio trazer, viver e ensinar a verdadeira religião; altruísta, correta e belamente acolhedora. O evangelho é um resgate, é Deus vindo resgatar o homem do domínio do pecado transportando-o para o reino de seu amor.
O evangelho é a declaração explícita do amor de um pai, que para salvar pecadores da condenação eterna, enviou seu único filho para receber em si a punição que tais mereciam. O evangelho é uma declaração de amor. Uma carta de um pai amoroso. É a prova que alguém morreu em nosso lugar mesmo sabendo que era justa a condenação. Esse alguém morreu por todos, porque no evangelho não há distinções étnicas, de classe social, de estética ou qualquer outra diferença aparente.
O evangelho de Cristo também é esperança aos que crêem. Num mundo em que pouca coisa ou quase nada inspira confiança, o evangelho me dá uma sólida esperança de sua infalibilidade. Durante anos, décadas e séculos afins o mundo mudou de diversas formas, mudaram tipos de governos, mudou a geografia mundial, mudaram conceitos sociais, morais e éticos, mudou a arte, enfim, mudou quase tudo. Porém, o evangelho ultrapassou os séculos intacto, sua mensagem continua a mesma, seus efeitos os mesmos (porque ele é poder de Deus). Por causa desse evangelho segue viva a minha esperança de que breve verei o meu Senhor em toda a sua glória.

By Cláudio Oliveira

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

10 verdades para jovens teólogos (fragmento)



Por John Frame

1. Considere que você pode realmente não ser chamado para o trabalho teológico. Tiago 3:1 nos diz que muitos de nós não devem tornar-se mestres e que os mestres serão julgados com maior rigor. A quem muito (conhecimento bíblico) é dado, muito exigido.

2. Valorize seu relacionamento com Cristo, sua família, e com a igreja acima de suas ambições de carreira. Você vai influenciar mais pessoas por sua vida do que por sua teologia. E deficiências em sua vida podem negar a influência de suas ideias, mesmo que essas ideias sejam verdadeiras.

3. Lembre-se que o trabalho fundamental da teologia é entender a Bíblia, a Palavra de Deus, e aplicá-la às necessidades das pessoas. Tudo o mais, especificação histórica e linguística, perspicácia exegética, o conhecimento da cultura contemporânea e sofisticação filosófica, deve estar subordinado a esse objetivo fundamental. Se não for assim, você pode ser aclamado como um historiador, linguista, filósofo ou crítico de cultura, mas você não vai ser um teólogo.

4. Ao fazer o trabalho da teologia (descrito no ponto acima), você tem a obrigação de construir um argumento para o que você defende. Isso deveria ser óbvio, mas a maioria dos teólogos hoje não tem a menor ideia de como fazer isso. A teologia é uma disciplina argumentativa, e você precisa saber o suficiente sobre lógica e persuasão para construir argumentos que são válidos, sólidos e persuasivos. Na teologia, não é suficiente apenas demonstrar o conhecimento da história, da cultura, ou algum outro conhecimento. Também não é o suficiente citar pessoas que concordam com você e reprovar as pessoas que discordam. Você realmente tem que construir um argumento teológico para o que você afirma.

5. Aprenda a escrever e falar de forma clara e convincente. Os melhores teólogos são capazes de apresentar ideias complexas numa linguagem simplificada. Não tente convencer as pessoas de seu conhecimento através de uma linguagem obscura, sem transparência.

6. Cultive uma intensa vida devocional e ignore as pessoas que criticam isso acusando-lhe de pietismo. Orai sem cessar. Leia a Bíblia, não apenas como Lê um texto acadêmico. Valorize todas as oportunidades de participar de cultos e reuniões de oração no seminário e aos domingos na igreja local. Dê atenção à sua “formação espiritual”.

7. Um teólogo é, essencialmente, um pregador, embora ele normalmente lide com assuntos mais emblemáticos do que pregadores lidem. Mas deve ser um bom pregador. Encontre alguma maneira de fazer a sua teologia falar ao coração das pessoas. Encontre uma maneira de apresentar o seu ensino para que as pessoas ouçam a voz de Deus nele.

8. Seja generoso com seus recursos. Passe algum tempo conversando com alunos e futuros alunos. Doe livros e artigos. Não seja mesquinho quanto à questão dos direitos autorais; conceda permissão de cópia a qualquer um que lhe pedir. Ministério primeiro, segundo dinheiro.

9. Ao criticar outros teólogos, tradições, ou movimentos, siga a ética bíblica. Não diga que alguém é um herege, a menos que você tenha um caso muito claro diante de si. Não banalize termos do tipo "outro evangelho". (As pessoas que ensinam outro evangelho estão debaixo da maldição de Deus). Não destrua a reputação das pessoas com citações erradas, fora de contexto ou tomando suas palavras no pior sentido possível. Seja gentil e gracioso, a menos que você tenha motivos irrefutáveis ​​para ser duro.

10. Quando se levantar uma controvérsia, não assuma um dos lados imediatamente. Faça algum trabalho analítico em primeiro lugar, analisando ambas as posições. Considere as seguintes possibilidades: (a) que as duas partes podem estar olhando para o mesmo problema a partir de diferentes perspectivas, mas não se contradizem; (b) ambos os labos podem estar despercebidamente desprezando um ponto que poderia fazê-los pensar de maneira conjunta; (c) que eles não se comunicam entre si porque usam os mesmos termos de formas distintas; (d) que existe uma terceira alternativa,

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O mestre mandou...


Vi um dia desses num programa no canal Discovery uma coisa que me deixou pensativo. Nesse programa várias pessoas entravam numa sala esperando por atendimento e sentavam-se, de repente tocava uma campainha e os que ali já estavam se levantavam por segundos e sentavam novamente. Isso se repetia por algumas vezes fazendo com que os que chegavam depois repetissem essa ação de levantar e sentar sem sequer perguntar o porquê daquele sistema. Parece louco e muitos de nós diremos que se estivesse lá não faria isso. Mas, será?
Observando a igreja num todo não é difícil perceber que a grande maioria das pessoas repete movimentos, falas, gestos, gírias e fazem coisas bizarras sem refletirem se tal ato é necessário ou até mesmo correto.
É uma geração de enlatados, pessoas com pensamentos construídos em série por falsos mestres, é a chamada "massa de manobra" que faz o que todo mundo faz porque todo mundo faz e não quer ficar de fora do "todo mundo".
O mito de que é preciso ser aceito faz com quê muitos sejam filhos da repetição. Para ser aceito é necessário levantar e sentar conforme a campainha toca, é preciso seguir cegamente o ritmo da marcha. Para se manter inserido é preciso seguir a norma, não pode errar o compasso do mestre. -O mestre mandou, pule de um pé só. É lá vai a massa pular de um pé só. -O mestre mandou, cutuque seu irmão. A geração que não é do "o mestre mandou" precisa se manifestar e perguntar ao mestre se a bíblia mandou o mestre mandar.






quinta-feira, 23 de julho de 2015

Evangelho Made in China

Quem de nós nunca viu ou até mesmo comprou um produto pirata? Em nossa cultura é comum a compra de produtos que são piratas, aquele produto que é bem parecido com o original e é mais barato. Há quem use até aquela máxima de que "Se ter o original é dificil, é melhor comprar pirata do que ficar sem".
Nos sabemos que os por trás da comercialização desses produtos tem algo muito maior do que as banquinhas que as vendem, existe uma rede de trabalho escravo, as vezes trabalho escravo infantil, há uma rede corrupção para que esses produtos entrem no país, enfim são meios escusos e obscuros que existem e trabalham para que chegue até você aquele Nike baratinho, ou aquele óculos Ray Ban.
Citei esses dados para falar sobre os malefícios de se ter um evangelho made in China.  É parece piada mas não é, existe um evangelho, existem louvores, e até pregações piratas no seio da igreja. E como os produtos piratas tem seu lado nocivo, muito mais esse evangelho pirateado tem destruído a muitos. Vamos comparar brevemente as características dos produtos piratas com o evangelho pirata
1. Produtos que não cumprem o seu fim último
É muito comum o tênis, ou o cd, ou a roupa piratas não alcançarem os níveis de qualidade do original, eles não tem o mesmo padrão, apesar da aparência dizer isso. Assim também é o evangelho pirata, o evangelho barato, que é vendido nas tendas do gospel brasileiro. Esse evangelho não cumpre o propósito do evangelho de Cristo, ele faz com que o homem busque um Deus que a bíblia não diz existir, um Deus garçom e conivente com o pecado meu de cada dia.
2. São produtos baratos.
O produto réplica é sempre mais barato que o original e isso é o principal atrativo dele. Temos visto e ouvido ser difundido na igreja um evangelho barato, que não atenta para o preço oque foi pago para que ele nos alcançasse. Esse evangelho baratinho não gera temor, não trás amor pelo sacrifício de Cristo, não aponta Cristo como centro e coluna desse evangelho, enfim é um evangelho tão barato que é de se desconfiar se é o caro e precioso evangelho da Cruz.
3. Sao perecíveis.
Geralmente o produto falsificado não tem a durabilidade do original e o consumidor é obrigado e fazer uma nova compra, optando por buscar outro falso e correr os mesmos riscos ou comprar o produto original e ter a certeza da durabilidade. Assim é o evangelho Made in China, ele oferece um evangelho perecível e transitório que não sobrevive a negativa de seu deus sobre qualquer motivo, então a pessoa busca noutra tenda um evangelho que lhe dê suas benesses.
 A igreja precisa lutar pelo evangelho puro e original, devemos pregar a palavra como ela é, fugindo das fábulas e enganos dos mercadores da fé.

By PB. Cláudio Oliveira 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Igreja de Esmirna



SUBSÍDIO- A cidade de Esmirna ficava a 22 km de Éfeso ao Norte, no meio da cidade havia o monte Pago e lá havia um templo a deusa pagã Nêmese. Possuía o único mercado público de três andares do mundo antigo. Também lá eram realizados jogos olímpicos.
Em 303 Esmirna se tornou palco de brutal perseguição a igreja, com muitas mortes em arenas por leões e muitos foram queimados em fogueiras
O pastor dessa igreja era Policarpo que foi martirizado pelo imperador sem negar a Cristo proferindo a célebre frase "POR OITENTA ANOS O SERVI E ELE NUNCA ME FEZ MAL. COMO POSSO BLASFEMAR MEU REI, O QUAL ME SALVOU?

2.9_"O PRIMEIRO E O ÚLTIMO"_ Deus não tem princípio, Ele é antes de tudo e nada veio antes Dele. Quando o princípio de tudo iniciou-se Ele já estava lá. Deus é o último, o seu reinado, a sua glória, seu domínio nunca terão fim. Reinados de grandes reis passam, sistemas de governo são mudados, impérios grandiosos e poderosos literalmente somem do mapa e viram história, mas Deus permanece. Isaías O viu "assentado" denotando estado permanente, e não assentando-se num futuro ou que Ele já esteve assentado.

2.9_"QUE FOI MORTO E REVIVEU"_ Temos na bíblia um série de ressurreições, muitas delas operadas pelo próprio Cristo, três delas descritas no novo testamento e pelo menos duas no velho testamento. O que diferencia essas ressurreições da de Cristo é o fato de que em todas as demais a necessidade de um meio ou terceiro, Cristo ressuscitou-se a si mesmo porque Ele é o próprio Deus.

2.9_ "CONHEÇO A SUA TRIBULAÇÃO" É muito interessante notar que Cristo viu a tribulação da igreja de Esmirna, fala sobre a tribulação e diz ainda mais que "conhece", ou seja, tem conhecimentos dos detalhes, causas e algozes da tribulação. Porém em momento algum fala livrar a igreja de tal tribulação, pelo contrário manda que eles não temam e que continuem sendo fiéis. Que belíssimo exemplo para a igreja moderna que teme até um deputado ou um vereador. Nos pensamos que um dia aqui na terra a igreja vai ser aceita e nossos conceitos ser am leva dos em conta, no sermão da montanha no cap 5 e vss 11 e 12 Cristo disse que bem-aventurados seremos quando formos acusados com mentiras, perseguidos, injuriados. Somente para essa bem-aventurança Cristo dedica dois versículos.

2.9_"CONHEÇO A SUA...POBREZA" Os crentes de Esmirna sofriam uma dura retaliação do império, seus bens, comércios fazendas e tudo que tinham eram confiscados. Aquela igreja, sem exceção, era formada por crentes pobres. Quem quer ser pobre hoje? Quem quer perder tudo? Quem quer padecer necessidade?
Temos hoje uma igreja rica, bem equipada com muitos aparelhos, porém temos uma igreja sem a unção de Deus. Não temos homens dos quais alguém  possa dizer "Esses tem transtornado o mundo" como falaram a respeito de Paulo e Silas em Tessalônica.

2.9_"MAS, TU ÉS RICA" Nada tendo, tu és rica. Sem estrutura, tu és rica. No meio de tribulações, tu és rica. Sem um bom templo, tu és rica. Sem contar com bons equipamentos, tu és rica.

2.9_"SE DECLARAM JUDEUS" A imposição de normas e tradições da lei como condição para chegar a Deus foi um erro que caminhou durante muito tempo com a igreja primitiva, aqui o próprio Cristo alerta a igreja quanto a falibilidade da lei.
*Há hoje uma clara ressurreição dos ritos e doutrinas do judaísmo em ascenção na igreja. Pregadores, cultos e até mesmo seminários que não tem um interesse genuíno na história ou didática da cultura hebraica, mas querem fazer surgir enigmas, fábulas, contos, códigos secretos, revelações de coisas que seriam as chaves para coisas grandes.

2.10_"NÃO TEMAS AS COISAS QUE TENS DE SOFRER" Assim como para o exército de Gideão os covardes não serviam para a peleja, hoje também é preciso ter valentia no Espírito Santo para enfrentar as oposições e batalhas que se nos impõem a carreira da fé. Não pouco Paulo chama a sua caminhada ministerial de combate 1 TS 2.1,2*2TM 4.7*2CO 7.5


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Deus em cima Deus em baixo



O pastor Mauro da igreja Reobote em Ilhéus na Bahia sempre quando lia o Salmo 139 dizia que esse era um clássico e que os clássicos são eternos, isso marcou muito minha trajetória como obreiro. Quero tomar como base o versículo 8 desse "clássico" para esse artigo que segue.
 No versículo 8 do salmo 139 o salmista diz "Se subo ao céu, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também.". No geral ele está dizendo que Deus pode encontra-lo em qualquer lugar, mas qualquer lugar mesmo, note que usa pontos extremos como céu e abismo para ilustrar a onipresença e onisciência de Deus, ele encontraria ou seria encontrado onde quer fosse. Nesse contexto podemos dizer que Deus é Deus em cima e Deus em baixo, é Deus em qualquer lugar, o problema é que geralmente deixamos para encontrar ou buscá-lo quase sempre quando estamos no abismo, Ele está no céu e no abismo, mas nós esperamos estar ou passar pelos nossos abismos pessoais, espirituais, matrimoniais e ministeriais para encontrar com Deus.
 Um grande exemplo disso está no paradoxo dos discípulos no Getsemani e no cenáculo, no Getsemani eles estavam perto do céu, o próprio dono e criador do céu estava com eles, e eles não puderam orar nem por uma hora e foram até repreendidos pelo mestre. Já no cenáculo se sentindo sós e rogando para que o Consolador viesse, eles oraram por dez dias ininterruptos. Percebeu? Quando estavam bem não oraram nem uma hora, já  quando estavam no abismo oraram por dez dias.
 Um pensador cristão dizia "Não espero tempos de crise para se aproximar de Deus", e eu trago para o contexto desse artigo e te digo -Não espere pelo abismo para encontar-se com Deus", quando estiver em seu "céu" lembra-te do seu criador, não espere uma crise para se prostar aos pés do Mestre. Se por acaso estiver passando por um momento de abismo esse texto também te dá esperança de que Ele 'lá está', clame por Ele nesse seu abismo é tenha certeza que Ele te ouvirá, estenderá a mão e te socorrerá. Mas se estiver no céu não menospreze o ato de estar em contato íntimo com seu Amado.





By Pb. Cláudio Oliveira 

domingo, 30 de novembro de 2014

Aviva tua obra em minha alma


Sempre quis estar em meio a um grande mover do Espírito Santo na igreja, lendo os relatos dos pais da igreja ou em livros como "Heróis da fé" vi como a igreja pode impactar o mundo ao seu redor, isso fazia crescer em mim uma vontade incessante de ver a igreja voltar a ser motivo de preocupação do governo, dos reis e ademais, não essa igreja boazinha que está nos programas de televisão mais  pelo que canta do que pelo que prega e vive. Lembro-me de estar de joelhos no púlpito da igreja por diversas vezes orando por avivamento para nossos dias, orava para que a igreja se avivasse, orava sozinho por horas a fio trancado na igreja pedindo avivamento para a igreja.
O que nunca prestei atenção no fato de que a igreja não é algo fora de mim, que não é uma instituição que observo e ajudo pregando sermões, muito pelo contrário, eu estou nela e sou ela. Sou eu quem estou lá, sou eu quem precisa ser avivado, a minha alma precisa estar pegando fogo para que aqueça aqueles que estão em meu redor de maneira tal que eles também entrem em combustão e sejam inflamados. Se admito e prego que a igreja precisa ser avivada, tenho que admitir primeiramente que faço parte dessa igreja morna, tenho que admitir que não tenho sido um tição tirado do fogo ainda pegando fogo como imagino que sou.
Mudemos a nossa oração hoje, ao invés de orarmos: "Senhor aviva tua obra" vamos orar "Senhor, aviva sua obra em minha alma". Por várias vezes queremos nos erguer, nos avivar , nos santificar, mas não podemos fazê-lo, não gastemos mais tempo tentando nos avivar, vamos gastar tempo orando para que Deus nos avive e inflame a alma, pois essa obra somente Ele pode fazer.
                                                         
By PB. Cláudio Oliveira

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Eu não fui o samaritano


Transferir responsabilidade foi uma coisa que herdamos de Adão, ao ser interrogado por Deus sobre sua conduta ele transferiu a culpa para Deus e para sua mulher. Temos sempre um porém, um más, um nem tanto, pra usarmos a nosso favor.
Na parábola do  Bom Samaritano quando se fala do sacerdote e do levita que passaram de largo transferimos esse rótulo sempre a outros. Hoje venho aqui dizer que eu não fui o samaritano
Eu não fui o samaritano quando vi meus amigos saírem pra beber, porque não os disse que eles estavam indo pelo caminho errado, que suas almas estavam condenadas e só Cristo podia liberta-los.
Eu não fui o samaritano quando passei vi um irmãozinho indo a pé pra o culto, eu tinha passagem pra mim e o dinheiro do lanche após o culto, eu não o ajudei porque não quis abrir mão de ter grana pra lanchar depois do culto.
Eu não fui o samaritano quando fui orar pra Deus levar providência pra aquela irmã que estava passando por dificuldades, na verdade eu estava com dinheiro na conta e podia ser o agente de Deus,  mas aquele dinheiro era pra comprar outro par de sapato pra minha coleção, e também precisava ir no cinema com minha namorada pra satisfazer nossos corações.
Eu não fui o samaritano quando vi aquela jovenzinha namoradeira desviada, na verdade até pensei que seria melhor lá fora no mundo do que aqui por causa dos outros, que até fazem as mesmas coisas mas fazem escondido, é menos feio.
Eu não fui o samaritano quando aquele bêbado fedorento entrou no culto, ficava chorando, queria receber oração, foi a frente na hora do louvor atrapalhando a hora da gente pular e celebrar, ficava confessando que estava vivendo erroneamente. Nossa que camarada chato viu, pegamos dois diáconos estilo UFC e o colocamos pra fora.
Eu não fui o samaritano quando troquei meu carro por um mais espaçoso, ah sei lá, eu podia ter sustentado um missionário por seis ou sete meses mas isso é dever de Deus, afinal a obra é dele. E eu sou filho de rei não posso ter um carro pior que o filho do diabo pois sou cabeça (de bagre), apesar que o Filho de Rei mesmo só andou de jumento uma vez em seu ministério.
Eu não fui o samaritano quando cobrei o que um trabalhador ganha em uma ou duas semanas trabalhando pra pregar, mas pensando bem terno Pierre Cardin e sapato que brilha mais que o sol é artigo de primeira necessidade. Eu podia ter recebido só o necessário e repassado o restante a assistência social da igreja, mas e a pizzaria depois do culto quem ia bancar. Bem que podia ter ido de graça já que eu trabalho e não preciso, mas dim dim é sempre bom e pregar é mais fácil que vender Avon pra ter uma renda extra.
Eu não fui o samaritano quando deixei de ser simples como uma pomba, livre pelo evangelho de Cristo e passei a ser uma moldura na parede.