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domingo, 22 de novembro de 2015

Música, futebol e outras tretas



Desde jovem me encantei por uma música de Bob Marley chamada Redemption Song (Canções de Redenção), o arranjo é muito criativo, a melodia envolvente e a letra é um tratado pela libertação. Mas, eis que me converti e a partir daí tudo que não tinha o CAG (Carimbo de Autenticidade Gospel) era visto por mim como obra do capiroto, manifestação do chifrudo, coisa do sujo então essa música agora era obra do cão e eu deixei de ouvir.
Bem, trouxe esse exemplo meu para tratar de uma parada que gera muita treta na igreja que é admiração sincera e contemplação da glória de Deus nas artes, na tecnologia, num cálculo matemático resolvido depois de anos, num quadro cubista de Picasso, num tapete persa com temas orientais e na minha glorificação a Deus pela música de Bob Marley.
No campo da teologia isso é chamado de graça comum, que é nada mais do que a capacitação ou faculdade criativa comum do homem que é dada por Deus. E aqui quero abrir um parêntese bem rápido para dizer que você pode admirar a obra do homem sem necessariamente admirar o homem.
Assim como nos beneficiamos de modernidades como os celulares, internet, carros mais seguros, aparelhos médicos mais precisos, que são provenientes da graça de comum de Deus e não foram inventados por cristãos (claro que também podem ter sido), podemos também nos beneficiar das artes, do futebol na TV ou no estádio, de uma peça de teatro, de um bom filme ou série, etc. Essas outras coisas, assim como aquelas, são fruto da natureza criativa que o homem herdou de Deus.
Não vou ser inocente de dizer que podemos qualquer música, ou assistir qualquer filme, Paulo escreve que nem tudo nos convém. Se você não tem fé para ouvir Djavan eu te digo que não o faça, mas meus irmãos, seus fofos, seus salvos, não condenem quem o faz. Amém?

domingo, 15 de novembro de 2015

O simples evangelho de Cristo


Escrevi um artigo anterior descrevendo o que não é o evangelho de Cristo que eu creio, e acredito agora mais do que nunca na necessidade de explicar o que acredito ser o evangelho de Jesus.
Primeiro acredito que o evangelho não é um conjunto de normas e regras do que eu posso ou não posso fazer. Cristo não morreu numa cruz para isso e nem precisaria, era só dizer e subir ao céu de boas. Jesus não veio fundar uma nova religião, ele veio trazer, viver e ensinar a verdadeira religião; altruísta, correta e belamente acolhedora. O evangelho é um resgate, é Deus vindo resgatar o homem do domínio do pecado transportando-o para o reino de seu amor.
O evangelho é a declaração explícita do amor de um pai, que para salvar pecadores da condenação eterna, enviou seu único filho para receber em si a punição que tais mereciam. O evangelho é uma declaração de amor. Uma carta de um pai amoroso. É a prova que alguém morreu em nosso lugar mesmo sabendo que era justa a condenação. Esse alguém morreu por todos, porque no evangelho não há distinções étnicas, de classe social, de estética ou qualquer outra diferença aparente.
O evangelho de Cristo também é esperança aos que crêem. Num mundo em que pouca coisa ou quase nada inspira confiança, o evangelho me dá uma sólida esperança de sua infalibilidade. Durante anos, décadas e séculos afins o mundo mudou de diversas formas, mudaram tipos de governos, mudou a geografia mundial, mudaram conceitos sociais, morais e éticos, mudou a arte, enfim, mudou quase tudo. Porém, o evangelho ultrapassou os séculos intacto, sua mensagem continua a mesma, seus efeitos os mesmos (porque ele é poder de Deus). Por causa desse evangelho segue viva a minha esperança de que breve verei o meu Senhor em toda a sua glória.

By Cláudio Oliveira

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Carta aberta de um cristão




Meu nome é Cláudio, tenho 31 anos e sou cristão. Tenho as minhas convicções de fé baseadas na bíblia que creio ser a palavra de Deus revelada aos homens. Também sou flamenguista, musicalmente eclético, estudioso e admirador de vinhos e outras cositas más.
Quero escrever esse texto a meus amigos e todos os que não são cristãos. Sei que vivemos tempos de descrença nas instituições e nas pessoas, sei também que para muitos nós cristãos somos partidaristas ortodoxos, mas me permita falar o que não é o evangelho que pregamos e cremos.
O evangelho não é uma máquina de tirar dinheiro das pessoas. Aliás quando pessoas sustentam partidos políticos, times de futebol e escolas de samba não vejo tamanha veemência nas acusações a essas instituições. O evangelho proposto por Cristo e pela igreja fiel é regido pelo princípio do amor ao próximo, por isso contribuímos com dízimos e ofertas para ajudar aos que não tem, também ajudar na manutenção do templo, sustentar missionários, ajudar instituições como casas de apoio a viciados e alcoólatras. Cremos que esse princípio de utilizar parte da nossa renda com alguém que não seja nós mesmos glorifica a Deus e por isso fazemos, temos casos, e não são poucos, de pessoas mal intencionadas que utilizam a simplicidade de alguns para benefício próprio, mas esses não são cristãos e atuam em todas as áreas: política, música, futebol, educação, etc.  Enfim meu amigo, não somos otários que sustentamos pastores que andam de carro importado e também não somos os pastores ricos que andam de carro importado sustentado por otários (usei a palavra "otário" porque ouvi ela dirigida a mim e achei interessante a colocação sem conhecimento de causa).
O evangelho não um trampolim para celebridades gospel. Sei que muitos cantores, ex-paquitos, ex-dançarinos, ex-bbb's e etc, tem usado o nome de Cristo para se reerguer financeiramente e midiaticamente, mas a maioria de nós temos um consenso de que esses aí só querem voltar a fama e condenamos as práticas de tais pessoas. Esses sanguessugas vêem na igreja uma oportunidade de comércio e são impulsionados pela falta de conhecimento que é comum entre muitas pessoas ditas cristãs. Na verdade essas pessoas tem uma insaciável sede por ídolos, tem intenso desejo por pessoas que se tornem o que eles queriam ser e dizem o que elas querem ouvir, pensam que estar na mídia é sinal de prosperidade do evangelho.
O evangelho não é um palanque de propagação ao ódio, seja ele político, étnico, de credo ou prática. Eu tenho amigas lésbicas, amigos gays, amigos góticos, amigos judeus, amigos umbandistas, e até vascaínos, enfim amigos de todo tipo. Por favor não nos julguem pela média ou pelos discursos de alguns, não odiamos ninguém. Você nunca verá um cristão fiel queimando um mulçumano numa fogueira porque este não tem a mesma fé que aquele. Meus amigos gays vocês são bem vindos, não temos uma bandeira erguida de ódio contra vocês, discordamos em pontos e só, podemos viver e conviver sem crise.
Também quero dizer que esses cantores midiáticos, a maioria desses telepastores, a maioria dos políticos, essa galera toda não são representantes do evangelho que cremos e nós também não gostamos do que eles fazem. Então meus amigos, não peço que nos amém de paixão, mas pelo menos respeitem a nossa fé e se tiverem dúvidas sobre nós, por favor, não perguntem a outros, podem vir até nós e seremos gratos em poder responder.

By  Cláudio Oliveira

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

10 verdades para jovens teólogos (fragmento)



Por John Frame

1. Considere que você pode realmente não ser chamado para o trabalho teológico. Tiago 3:1 nos diz que muitos de nós não devem tornar-se mestres e que os mestres serão julgados com maior rigor. A quem muito (conhecimento bíblico) é dado, muito exigido.

2. Valorize seu relacionamento com Cristo, sua família, e com a igreja acima de suas ambições de carreira. Você vai influenciar mais pessoas por sua vida do que por sua teologia. E deficiências em sua vida podem negar a influência de suas ideias, mesmo que essas ideias sejam verdadeiras.

3. Lembre-se que o trabalho fundamental da teologia é entender a Bíblia, a Palavra de Deus, e aplicá-la às necessidades das pessoas. Tudo o mais, especificação histórica e linguística, perspicácia exegética, o conhecimento da cultura contemporânea e sofisticação filosófica, deve estar subordinado a esse objetivo fundamental. Se não for assim, você pode ser aclamado como um historiador, linguista, filósofo ou crítico de cultura, mas você não vai ser um teólogo.

4. Ao fazer o trabalho da teologia (descrito no ponto acima), você tem a obrigação de construir um argumento para o que você defende. Isso deveria ser óbvio, mas a maioria dos teólogos hoje não tem a menor ideia de como fazer isso. A teologia é uma disciplina argumentativa, e você precisa saber o suficiente sobre lógica e persuasão para construir argumentos que são válidos, sólidos e persuasivos. Na teologia, não é suficiente apenas demonstrar o conhecimento da história, da cultura, ou algum outro conhecimento. Também não é o suficiente citar pessoas que concordam com você e reprovar as pessoas que discordam. Você realmente tem que construir um argumento teológico para o que você afirma.

5. Aprenda a escrever e falar de forma clara e convincente. Os melhores teólogos são capazes de apresentar ideias complexas numa linguagem simplificada. Não tente convencer as pessoas de seu conhecimento através de uma linguagem obscura, sem transparência.

6. Cultive uma intensa vida devocional e ignore as pessoas que criticam isso acusando-lhe de pietismo. Orai sem cessar. Leia a Bíblia, não apenas como Lê um texto acadêmico. Valorize todas as oportunidades de participar de cultos e reuniões de oração no seminário e aos domingos na igreja local. Dê atenção à sua “formação espiritual”.

7. Um teólogo é, essencialmente, um pregador, embora ele normalmente lide com assuntos mais emblemáticos do que pregadores lidem. Mas deve ser um bom pregador. Encontre alguma maneira de fazer a sua teologia falar ao coração das pessoas. Encontre uma maneira de apresentar o seu ensino para que as pessoas ouçam a voz de Deus nele.

8. Seja generoso com seus recursos. Passe algum tempo conversando com alunos e futuros alunos. Doe livros e artigos. Não seja mesquinho quanto à questão dos direitos autorais; conceda permissão de cópia a qualquer um que lhe pedir. Ministério primeiro, segundo dinheiro.

9. Ao criticar outros teólogos, tradições, ou movimentos, siga a ética bíblica. Não diga que alguém é um herege, a menos que você tenha um caso muito claro diante de si. Não banalize termos do tipo "outro evangelho". (As pessoas que ensinam outro evangelho estão debaixo da maldição de Deus). Não destrua a reputação das pessoas com citações erradas, fora de contexto ou tomando suas palavras no pior sentido possível. Seja gentil e gracioso, a menos que você tenha motivos irrefutáveis ​​para ser duro.

10. Quando se levantar uma controvérsia, não assuma um dos lados imediatamente. Faça algum trabalho analítico em primeiro lugar, analisando ambas as posições. Considere as seguintes possibilidades: (a) que as duas partes podem estar olhando para o mesmo problema a partir de diferentes perspectivas, mas não se contradizem; (b) ambos os labos podem estar despercebidamente desprezando um ponto que poderia fazê-los pensar de maneira conjunta; (c) que eles não se comunicam entre si porque usam os mesmos termos de formas distintas; (d) que existe uma terceira alternativa,

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O mestre mandou...


Vi um dia desses num programa no canal Discovery uma coisa que me deixou pensativo. Nesse programa várias pessoas entravam numa sala esperando por atendimento e sentavam-se, de repente tocava uma campainha e os que ali já estavam se levantavam por segundos e sentavam novamente. Isso se repetia por algumas vezes fazendo com que os que chegavam depois repetissem essa ação de levantar e sentar sem sequer perguntar o porquê daquele sistema. Parece louco e muitos de nós diremos que se estivesse lá não faria isso. Mas, será?
Observando a igreja num todo não é difícil perceber que a grande maioria das pessoas repete movimentos, falas, gestos, gírias e fazem coisas bizarras sem refletirem se tal ato é necessário ou até mesmo correto.
É uma geração de enlatados, pessoas com pensamentos construídos em série por falsos mestres, é a chamada "massa de manobra" que faz o que todo mundo faz porque todo mundo faz e não quer ficar de fora do "todo mundo".
O mito de que é preciso ser aceito faz com quê muitos sejam filhos da repetição. Para ser aceito é necessário levantar e sentar conforme a campainha toca, é preciso seguir cegamente o ritmo da marcha. Para se manter inserido é preciso seguir a norma, não pode errar o compasso do mestre. -O mestre mandou, pule de um pé só. É lá vai a massa pular de um pé só. -O mestre mandou, cutuque seu irmão. A geração que não é do "o mestre mandou" precisa se manifestar e perguntar ao mestre se a bíblia mandou o mestre mandar.






terça-feira, 4 de agosto de 2015

Somos tão jovens?

Quem nunca disse para si mesmo, ao acordar cedo, que ia dormir só mais cinco minutinhos e acordou quarenta minutos depois assustado porque já está atrasado? Somos especialistas em perder a noção do tempo (talvez porque fomos criados para ser eternos). Nesse mesmo pensamento eu estava avaliando a letra de uma canção de Renato Russo que no refrão ele canta melódica e apaixonadamente "Somos tão jovens", me pus a refletir sobre esse senso de que se tem tempo de sobra porque "somos tão jovens" e percebi que na verdade essa frase faz mas sentido quando a transformo numa frase interrogativa "Somos tão jovens?",
Nessa época de carpe diem que vivemos em que o prazer momentâneo é elevado a categoria de deus para alguns. Nesses tempos de falta de critérios absolutos de avaliação. Vemos cada vez mais pessoas que não percebem que o tempo está passando rapidamente ao seu lado e que o seu despertador já tocou. "Somos tão jovens" diz essa geração, ainda há tempo. Mas eu digo que já não há tempo, estamos no limiar da volta de Cristo e a grande maioria dos jovens cristãos canta em sua alma "somos tão jovens" sem demostrar nenhuma tipo de compromisso com a cruz e os perdidos que perecem.
"Somos tão jovens" não pode ser o lema dessa geração, que se denominam geração de adoradores. A igreja precisa urgentemente de ceifeiros, e Cristo nos deu m cobselho áureo: "Rogai ao Senhor da seara que mande ceifeiros". Você não é "tão jovem" diante da urgência e pode ser que mesmo com você sendo tão jovem Cristo volte e te peça conta do talento que te entregou nas mãos. 

By PB. Cláudio Oliveira 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os Fabulosos

"O mistério de uma vírgula" , "O homem de ferro" , "O que Jesus escreveu na areia". Esses são alguns títulos ou temas de pregações que vi e ouvi de uns tempos para cá. Quero falar nesse artigo sobre os pregadores fabulosos, mas fabulosos no sentido de contadores de fábulas.
Com essa modinha de vídeos no facebook esses dias me deparei com um vídeo de um jovem pregando numa determinada igreja, nessa mensagem eu pude perceber os mesmos vícios comuns a maioria dos pregadores tais como: falar impondo a voz, aquela puxada de ar pela boca, frases de efeito pré-programadas, sotaque diversos, etc. Mas o que me chamou a atenção foi a quantidade de erros de interpretação do texto, chegando a pontos extremos somente para arrancas gritos de glória da igreja. Vi o despreparo latente, a repetição de frases destacadas do texto e não um desenvolvimento sistemático e coerente.
Fico a me perguntar se isso é má fé pra enganar e encher o coração fraco e dorido de alguns ou se é despreparo do contador de fábulas. Esses "fabulosos" montam fábulas minuciosas, com todo o tipo de artifícios (contos judaicos, inventam historiadores, livros como "Ascensão de Moisés" "Livro de Enoque", etc.) , usam o hebraico ( sem respeitar as regras da gramática hebraica), contam que lhe foram revelados segredos  de textos de difícil entendimento, tudo isso pra impressionar e serem admirados como a nova fórmula da Coca-Cola. Já vi alguém dizer que Elias não queria que Eliseu o sucedesse, outro que não havia agitar das águas no tanque Betesda, já ouvi até o nome da mulher do fluxo de sangue. Não sou contra o aprofundamento no conhecimento, mas digo que no afã de ser visto como diferenciado muitos tem entrado no caminho da heresia e tem pregado única e exclusivamente para que aja "barulho de glória" na igreja. Para estes a bíblia é pouco, tem que ter um engrossante, algo místico, ai entram as fábulas que Paulo tanto nos advertiu para ter-mos cuidado.
Por último quero citar o exemplo maior, o grande pregador, Jesus Cristo. Ele pregava de maneira tão simples e sobre coisas tão cotidianas que hoje ele seria considerado pelos fabulosos como fraco, pregador sem conhecimento, ele não tinha aquelas "teses fortes" que os fabulosos tem e que fazem a igreja bradar aleluias. SOLA SCRIPTURA.

By Pb. Cláudio Oliveira


Reforma Já!


Há uma necessidade que está intrínseca na natureza humana e que é extremamente nociva ao evangelho de Cristo, essa é a necessidade de estar inserido no meio. Desde de que o mundo é mundo o homem quer ser aceito pelos seus iguais, e em nome desse "bom convívio" se adapta aos padrões impostos pelo grupo, tribo ou etnia que faz parte.
Com esse afã de ser aceito a igreja brasileira, e por que não dizer mundial, tem sido como sal que não salga, como luz que não dói nos olhos daqueles que estão em trevas.
Estamos na semana em que se comemora a Reforma Protestante, um grande avivamento trazido ao mundo por homens que sendo desse mundo, não faziam parte dele. Estes homens não se curvaram ante o domínio ditatorial da Igreja Romana, mesmo que isso custasse suas vidas, eles remaram contra a maré da avareza e d misticismo proposto pela igreja da época. Eles viveram numa época negra e escura, podiam ter opiniões e guardar para si, mas decjdirdecidiram que a verdade do evangelho de Cristo não podia ficar escondida em baixo da mesa mas tinha que ficar no alpendre da casa.
Fico a refletir sobre o evangelicalismo brasileiro fraco e da mão mirrada, esses líderes que não se opõe a nada e ensinam que quem ergue a voz é insubmisso. A igreja brasileira precisa passar por uma nova reforma, precisa abandonar as práticas esotéricas, precisa abandonar a venda dessas indulgências modernas (toalha ungida, sal de Israel, viagens a terra santa pra serem batizados novamente, etc.). Hoje a igreja é vista pela mídia e pelo mundo como mercado consumidor emergente e não como o reino de Deus.
Nessa semana em que se comemora a Semana da
Reforma Protestante, que voltemos a ser protestantes e deixemos de ser participantes.

By Pb. Cláudio Oliveira


terça-feira, 7 de outubro de 2014

As adversidades e a soberania de Deus

Pergunte a qualquer crente desse mundo se Deus é soberano, se Deus tem todo poder ou até mesmo se alguém pode frustar os planos de Deus. Te afirmo com total certeza que a resposta virá de coração e boca cheios de certeza que sim, todos dirão alegres e triunfantes que Deus tem todo poder, que ninguém pode frustrar os projetos de Deus, que operando Deus quem impedirá, etc e tal.
Essa poderosa fé, esse fervor em defender a soberania de Deus tem validade na vida de muitos cristãos, só vale até a data em que chegam as provações, em que morre um filho ainda jovem e sem aparente motivo, ou quando vem aquela enfermidade incurável. Nessa hora a soberania de Deus acaba na vida de muitos, nessa hora Deus, aquele mesmo que ninguém impede seu operar, se transforma numa espécie de negociante que dependendo do sacrifício feito muda de idéia.
Deus não pede conselho, isso foi dito por Ele mesmo a Jó, aliás, Jó é um grande exemplo de um ser limitado que se rendeu a soberania de Deus, após perder quase tudo ele diz -O Senhor me deu e Ele mesmo tomou, bendito seja o nome do Senhor. Deus interferiu diretamente na vida de Jó, permitiu uma série de adversidades ao mesmo tempo e o velho patriarca O louvou com grande devoção.
Devemos entender que Deus é Deus, Ele faz o que quer, mesmo que isso contrarie o que nós imaginamos ser o correto a ser feito. Deus não está preso ou limitado a nosso plano inferior, somos pecadores redimidos tentando traçar os caminhos de um Deus santo e perfeito. Amados, os caminhos de Deus são mais altos do que os nosso, mesmo que você não entenda ou aceite Ele fará o que quer, porém está escrito que "Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.".

By Pb. Cláudio Oliveira


segunda-feira, 30 de junho de 2014

O que houve com nossos pregadores?

Esse texto não é apenas um artigo que você vai ler e dizer que ficou bom ou ruim. Esse texto tem o intuito de ti e me despertar para essa última hora. Quero que você diga não aos vícios, que diga não a exploração do evangelho de Jesus, que você não se cale diante do que estão tentando fazer com a noiva do Cordeiro. Segue abaixo as minhas reflexões.

O que houve com nossos pregadores?
Sinceramente, hoje eu posso dizer que houve uma supervalorização desse "personagem" da igreja, mistificou-se esse título de tal maneira que hoje a maioria de nós (digo "nós" por que também fui chamado para o ministério da palavra) hoje são superstars e não homens abnegados e simples. 
Digo e tenho dito que a igreja tem 90% de culpa nisso. 
Sabe por que o pregador cobra 300 ou 3.000 reais para ministrar? É simples, porque a igreja paga. 
Sabe por que eles pregam tanta bobagem, mentiras e heresias? Porque a igreja é preguiçosa para ler a bíblia e prefere se emocionar a ter que mudar sua conduta.
Sabe por que esses irresponsáveis mentem dizendo tudo que a maioria quer ouvir? Porque a maioria acha que sofrer não é pra ele, acham que autoajuda e elevação de ego é o bom pra hoje e amanhã eu volto a outro Balaão do púlpito.
O camarada vêm me dizer que ficar viajando de cidade em cidade tirando foto em avião, que ficar visitando ponto turístico, que exigir hotel e andar com mala de rodinha por ai é fazer missão. Bando de ladrões, lobos devoradores, obreiros do ventre, o Dono dessa igreja um dia vai te sentar numa cadeira e vai te cobrar tudo isso. Na verdade a maioria quer mesmo é aparecer mais que outro, ter a mensagem mais fabulosa do que o outro, receber tapinhas nas costas, ser amigo de pastores de renome visando pregar em suas igrejas, a maioria nunca orou por nenhuma alma que por misericórdia divina aceitaram a Cristo, a maioria estuda contos judaicos e livros apócrifos para parecerem eruditos deixando a bíblia com imagem de incompleta. E eu e você ainda os aplaudimos, em cada igrejinha, ponto de pregação tem novos meninos de ouro desses surgindo porque imitam aos que já estão por ai.  
Eu me pergunto e pergunto pra você também, -Até quando vamos somente observar isso tudo?
Tenho dito, aceite se quiser.

By Pb. Cláudio Oliveira

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Chorar de rir

Num culto na Inglaterra um pregador sobe ao púlpito, de aparência frágil e magricela o pregador inicia sua mensagem quase que lendo o sermão com seus óculos fundo-de-garrafa. Seu sermão, sem nenhma piada, sem frases de efeito, sem tiradas engraçadas, vai adentrando aos corações dos ouvintes de tal forma que os fazia chorar arrependidos de seus pecados. Neste dia, após essa mensagem iniciou-se um grande avivamento no sul da inglaterra, uma palavra que fez uma multidão se arrepender de seus caminhos pecaminosos de tal maneira que se agarravam aos bancos pedindo perdão pir suas mazelas. Este pregador fransino era Jonathan Edwards e o sermão "Pecadores na mão de um Deus irado". Vou explicar porque narrei esse fato.
Rir é bom demais, se contorcer de tanto gargalhar é uma experiência maravilhosa. Um filme pode te fazer sorrir, uma peça de teatro, um vídeo da internet, uma lembrança. Quem me conhece sabe que sou um piadista e sou bem humorado, mas tenho visto, e me entristecido, com uma quantidade enorme de cristãos que tem ido a cultos e saído de lá enebriados de tanto rir porque a "palavra" pregada os faz gargalhar em suas cadeiras.
"Ah, mas Deus usa cada um como quer", sinceramente amados, em nome desse lema tenho visto atrocidades no meio dito cristão, excessos que estão fedendo às narinas de Deus. São poucos os que vão ao culto e choram num sermão que fala sobre nossa miserabilidade diante da santidade de Deus, muitos choram nas músicas, ficam emocionados e não arrependidos. E agora riem nos sermões, já vão aos cultos na expectativa de ver o pastor fulano porque ele é engraçadíssimo. Como diria o narrador Milton Leite "Que fase!!!".
Amados, deixem as gargalhadas ao teatro, o pastelão ao cinema, púlpito é coisa séria. Vejo as mensagens de João Batista, Paulo, Pedro e não vejo ali motivo para rir, muito pelo contrário. E vou deixar, por fim,  o exemplo maior entre todos, Cristo, Ele nunca precisou contar causos e ser fanfarrão pra ensinar nada, nunca fez ninguém gargalhar para o atrair. Bons tempos em que os crentes choraravam nos sermões.

By Pb. Cláudio Oliveira

sábado, 7 de junho de 2014

Florzinha de Jesus


-Não vou me pronunciar pra evitar polêmica. Quantas vezes ouvi essa frase e pensei ser uma atitude sensata e moderada porque é normal as pessoas evitarem conflitos em nome do bem estar comum, também é normal ir com a maioria pra não ser apontado como dissidente. É normal querer não ser o chato moralista. É normal tentar ficar quietinho pra não ser tido como parte de um grupo que não se cala. Mas, a luz do evangelho, é normal nos calarmos? Cristo se calou diante dos absurdos da sociedade de sua época? Ainda somos protestantes? Não dizem que "quem cala consente"?
Um cristão que não se posiciona contra o que é errado porque todo mundo diz que é certo precisa urgentemente voltar para Cristo, precisa voltar a sal nessa terra apodrecida. Cristo bradou contra os desmandos do templo, mas não se omitiu de falar sobre os baixos padrões morais da sociedade romana e judaica.
A igreja precisa se posicionar sim. Pregar contra os padrões morais dessa sociedade pós moderna, erguer a voz em brados e não se eximir de temas polêmicos como aborto, casamento gay, lei da palmada, etc. A igreja moderna quer passar desapercebida, quer ir pra televisão pra cantar. Os cristãos de hoje, essa geração de "adoradores", não querem ser frios e nem quentes , querem ficar por ali mesmo sem incomodar ninguém, sendo morninhos, agradáveis, uma florzinha de Jesus praticamente.
Como representantes do Reino de Deus temos uma bandeira que não pode ficar a meio mastro, essa bandeira é a verdade e essa verdade não pode ter menos voz que a mentira. A igreja não pode ser como as imagens de escultura que tem boca mas não falam, somos a candeia desse mundo e não podemos nos calar. "Ninguém acende uma candeia e a coloca embaixo da cama, mas a coloca no alpendre da casa".

By Pb. Cláudio Oliveira

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Onde está você?

Algumas coisas estão sumidas da igreja moderna, isso é um fato inegável,  por mas que o esse sufocante movimento gospel tente esconder e maquiar com suas palavras proféticas, shows, aparições na tela da "plim plim" e seus astros pop.
Me acompanhe nesse interrogatório que segue...
-Onde está você mensagem da cruz?
Eu estou por aí ainda, se bem que na maioria das igrejas eu fui substituída por uma tal de prosperidade. Tem jovens que nem me conhecem direito e adultos que não lembram mais que eu sou o centro da pregação. Aliás tenho saudades do tempo que a igreja era mais simples, do tempo que somente falar em mim já fazia os crentes chorar, tempo em que eu era usada pra levar o pecador ao arrependimento, porque hoje o pecador é levado a acostumar-se com a comunidade cristã. Vou deixar um recado pra os pregadores e pastores  -Falem de mim pelo amor de Deus e das almas.
-Onde está você santidade?
Tenho feito igual a jogador recém contratado, estou procurando meu espaço. Alguns tem me tirado do púlpito, outros da pregação, outros ainda de suas vidas. Sabe que não tenho muito carisma, não sou engraçada, não aplaudo certas práticas e não me adapto ao pensamento da sociedade, talvez por isso tenha saído de moda na casa de Deus.
-Onde está você adoração?
Foi bom você me perguntar isso. Poxa tem um monte de gente achando que eu sou só deles por aí, sei lá, uns cantores que se chamam de adoradores, que ficam repetindo a mesma frase por 15x e acham que isso é adorar, também insitam aos crentes a pularem e gritarem, declararem e se emocionarem em meu nome. Eu sou tão simples, não preciso de cantores cantando em tom de choro, não gosto de repetição e só quero que seja verdadeiro.
-Onde está você oração?
Finalmente alguém lembrou de mim, poxa estou bem chateada porque fui trocada por um tal de facebook e música na vida dos crentes, isso não está certo. Será que esse povo que se chama pelo nome do Senhor não vê isso, eles querem avivamento através de congressos, shows, etc. Porém sem mim o avivamento não vem, aliás andei conversando com ele, por que somos amigos íntimos, e ele me disse que vai processar a igreja brasileira e o movimento gospel por plágio porque estão colocando o nome dele em movimentos que ele não apoia e nem participa. Se alguém aí está lendo, por favor lembre-se de mim durante o dia e não só quando chega no culto e na hora de dormir.
-Onde está você Cristo?
"Eis que estou a porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa..."

By Pb. Cláudio Oliveira

quarta-feira, 5 de março de 2014

Gospel Ostentação


Achei interessante esse movimento da periferia que foi denominado"ostentação". Gostei, mas não vi nenhuma novidade nele, aliás, quero que os direitos autorais desse termo sejam repassados ao movimento gospel.Vou explicar. 
Pelo que vejo no meio da igreja o "gospel ostentação" é um movimento que cresce e veio pra ficar. Afinal segundo alguns "Se o filho do diabo pode, eu também posso". Que lógica de botequim, que visão mundana e mesquinha.
Imagine Cristo falando com algum crente de tipo: 
-Bispo Eu'rico Prasempre, venda seu Citroen C3, compre um Un e doe a diferença para os missionários do sertão. Ah irmão, vai ser um tal de sai daqui voz de satan, você não vai tomar o que é meu.
 Vejo em nossos púlpitos, relógios que brilham mais do que olho de jacaré no escuro. Ternos cada vez mais caros e extravagantes (simples como uma pomba?). Sapatos com mais verniz que os bancos da igreja. Seus jantares pós-cultos onde ostentam seus Americans e Dinners, nos estacionamentos então nem falo das carruagens de fogo de cada um. As irmãzinhas também não ficam pra trás com suas coleções de sapatos, maquiagens caríssimas, roupas de grifes e marcas famosas e etc.
Quero que me compreendam, não sou contra um bom terno ou as irmãs se vestirem bem. Mas tudo tem um limite. A obra missionária tem padecido, os missionários tem sofrido com diversas adversidades pra levar a preciosa semente, muitas vezes sem ter garantia das três refeições. Temos hoje visto a formação de crentes que são mesquinhos, dão esmola a Deus e não oferta, ostentam seus luxos e superficialidade enquanto Cristo não tinha nem onde recostar a cabeça, enchem seus guardaroupas enquanto irmão que senta com ele ou ela no mesmo banco passa necessidade, não tem amor pelo próximo e vivem para ostentar seus tesouros que ajuntam aqui na terra.
Na verdade, o movimento de ostentação do funk deveria pagar os direitos autorais ao famigerado movimento gospel, um movimento soberbo e viciado que vejo cada vez mais forte no meio da igreja de Cristo.
Alguém pode até dizer que estou sendo radical, mas sei que nada é superior a palavra, então deixo um ensino de Jesus pra encerrar esse artigo "Quem tiver duas túnicas, que dê uma ao seu companheiro".

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Meu Gezuis é melhor".


Jesus certa feita ensinou aos seus discípulos um princípio que anda meio apagado no meio evangélico, o que diz "um reino dividido não pode subsistir". Em suma essa regra remete que nós como igreja e corpo de Cristo devemos fazer valer o texto do Salmo 133 versículo 1 "Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união".
As grandes empresas se esmeram para contratar marketeiros que divulguem e tornem suas marcas mais famosas, partindo deste princípio muitos pastores televisivos literalmente travam uma batalha de marketing sujo para divulgar e mostrar que o seu produto é melhor que o produto do outro pastor. Mas que produto seria este? Ora nada mais nada menos que Gezuis (Esse Gezuis não é o Jesus da igreja). Os grandes comunicadores, opa desculpe os grandes pastores, de nossa nação travam verdadeiras guerras para mostrar que o seu Gezuis é melhor que o Gezuis da outra igreja. "O nosso Gezuis é melhor e mais poderoso" ou "O nosso Gezuis é mais abençoador" dizem eles em suas campanhas de marketing que visam não as almas mas sim a grande massa de seguidores, esses marketeiros conhecem os gostos do publico a ser alcançado. Eles não brincam em serviço, jogam pesado para atingir o Gezuis da marca concorrente, a tática é denegrir a imagem não importa a maneira pela qual.
O mais perigoso nisso é que para derrubar a "concorrência" esses marketeiros de plantão jogam sujo uns com os outros, manchando assim o nome de Jesus, sim mesmo com este paraguaio Gezuis quem acaba ficando como um produto é Jesus, o Cristo. Estes obreiros do ventre acabam deturpando a imagem da noiva do Cordeiro em nome de suas próprias paixões ou por que não dizer em nome de suas próprias contas bancárias, eles querem dominar o "mercado consumidor" não importa que armas terão que utilizar para isto.
Amados Jesus não é um produto de uma prateleira, Ele é o mesmo com os mesmos poderes em sua única e exclusiva representante na terra: a igreja, não importando a placa denominacional, a estrutura eclesiástica ou tipo de liturgia aplicada em seu culto basta seguir o princípio de Jesus "quem não é contra nós é por nós". Portanto nada de "Meu Gezuiz é melhor".
by Pb. Cláudio Oliveira


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Isso é problema meu


No período da história de Israel em qual os juízes lideravam o povo religiosamente, aconteceu um fenômeno catastrófico a bíblia diz que neste tempo cada um seguia o Senhor como melhor lhe parecia, ou seja, cada um queria construir a sua forma de servir , de cultuar e adorar a Deus. Neste período negro aconteceram calamidades sem precedentes na história de Israel.
Observando a igreja dos dias atuais vemos que um fenômeno bem parecido, senão idêntico tem se perpetuado na vida de muitos servos do Altíssimo. Vemos hoje que as lições de humildade dadas por Cristo foram banidas da mente e do coração de muitos, a bíblia vaticina que o próprio Cristo foi obediente até a morte e morte de cruz. Os cristãos atuais querem criar para si um deus conforme a sua imagem e semelhança, um deus que se molde a suas necessidades pessoais, um deus que não se importe com os seus atos e pecados, um deus que se adeque aos moldes da sociedade para não correr o risco de ficar ultrapassado, um deus que é obrigado a devolver, restituir, entregar tudo de volta só porque um “pregador” achou um versículo que é a chave para todas as portas e portões do céu e o seu deus não pode ser tão negligente de não atendê-lo, um deus regueiro, surfista, skatista, roqueiro, baladeiro, funkeiro, etc.
O apóstolo Paulo teria um ataque do coração se visse no que estão transformando o evangelho que ele se esforçou tão vigorosamente para defender, estão banalizando o poder e a graça de Deus. Cada um quer servir a Deus como lhe convém, com o tempo que sobra, no dia em que der, pois afinal “Deus sabe de todas as coisas”. "Isso é problema meu", dizem esses servos de si mesmos.
Amados, o tal espírito do erro qual Paulo tanto alertou está atuando livremente neste evangelho camaleão, um evangelho fraco e que se molda conforme o meu entendimento. Tudo agora é “Senti no  meu coração de fazer isto, senti de fazer assim, senti de fazer assado”, quero vos lembrar que a bíblia diz que o coração do homem é enganoso mais do que todas as coisas, então tome cuidado com o que seu coração lhe diz, ele pode estar lhe induzindo ao erro. Voltemos a simplicidade da oração e do partir do pão.

by Pb. Cláudio Oliveira