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sábado, 9 de janeiro de 2016

Geração "Dane-se"


O filme "Juventude Transviada" foi um marco no cinema mundial, trazia a mensagem de liberdade a todo custo, contra tudo e contra todos. Mostrava o seu protagonista como um cara durão (como os americanos gostam de falar), que não ligava para regras, aquele estereótipo fez com que a mulherada da época suspirasse por um bad boy. Muito bem. Anos se passarão e eu vejo um fenômeno extremamente nocivo, ao meu ver, no meio dos jovens dessa geraçã, esse fenômeno traz em sua espinha dorsal uma frase que virou escudo e espada de muitos jovens, essa frase é "Dane-se".
O "dane-se" é como um mantra repetido todas as vezes que é apontado um ponto negativo sobre determinado ato ou fala. O "dane-se" é usado como um escudo que protegerá a pessoas das consequências de seus atos, aliás pensar antes de fazer está meio fora de moda. Grande parte dos jovens se escondem atrás de perfis em redes sociais que pregam a liberdade a qualquer custo; outros pregam o culto a preguiça, ao sono, a falta de responsabilidade (sobre isso vou falar em outro post), e quando alguém interfere apresentando a vida real ouve um sonoro "dane-se". O resultado desse "dane-se" coletivo e social é que nunca vimos tantos jovens, especialmente mulheres, bebendo em grande quantidade tão precocemente. E os malefícios a saúde? "Dane-se". O número de abortos entre pré adolescentes tem aumentando vertiginosamente. E a vida dentro de você? "Dane-se". Os jovens homens entre 17 e 25 envolvidos com o tráfico e a criminalidade são os líderes de mortalidade no Brasil. E o choro dos pais? "Dane-se"
O problema todo desse "dane-se" é que fantasia-se uma realidade que não a real , cria-se um mundo altista onde tudo é o agora, tudo é o "vamos lá que vai ser bom". A geração do "dane-se" não encara a vida como um ciclo longo e que cada indivíduo é parte da soma total cujo resultado é o meio em que vivemos, essa geração não se preocupa em somar positivamente com alguém que não seja ela mesmo e seus prazeres.
Há muito mais do que o agora para nós vivermos, um "dane-se" não vai anular os reflexos de nossas escolhas e muito menos fará com que a vida seja melhor. As músicas desde famigerado sertanejo universitário, do funk ostentação e outros ritmos tem feito um desserviço a sociedade apregoando maneiras irresponsáveis de viver, traçando padrões babacas, demostrando em suas letras que ser fiel num relacionamento é ser trouxa, que beber até cair é algo bom. Esses irresponsáveis deviam ser proibidos de cantar, assim como é proibida a propaganda de cigarro e derivados do tabaco.
É triste ver como grande parte de uma geração, que tem tantos recursos nas mãos, se destrói, destrói outros e simplesmente dizem "dane-se".


domingo, 22 de novembro de 2015

Música, futebol e outras tretas



Desde jovem me encantei por uma música de Bob Marley chamada Redemption Song (Canções de Redenção), o arranjo é muito criativo, a melodia envolvente e a letra é um tratado pela libertação. Mas, eis que me converti e a partir daí tudo que não tinha o CAG (Carimbo de Autenticidade Gospel) era visto por mim como obra do capiroto, manifestação do chifrudo, coisa do sujo então essa música agora era obra do cão e eu deixei de ouvir.
Bem, trouxe esse exemplo meu para tratar de uma parada que gera muita treta na igreja que é admiração sincera e contemplação da glória de Deus nas artes, na tecnologia, num cálculo matemático resolvido depois de anos, num quadro cubista de Picasso, num tapete persa com temas orientais e na minha glorificação a Deus pela música de Bob Marley.
No campo da teologia isso é chamado de graça comum, que é nada mais do que a capacitação ou faculdade criativa comum do homem que é dada por Deus. E aqui quero abrir um parêntese bem rápido para dizer que você pode admirar a obra do homem sem necessariamente admirar o homem.
Assim como nos beneficiamos de modernidades como os celulares, internet, carros mais seguros, aparelhos médicos mais precisos, que são provenientes da graça de comum de Deus e não foram inventados por cristãos (claro que também podem ter sido), podemos também nos beneficiar das artes, do futebol na TV ou no estádio, de uma peça de teatro, de um bom filme ou série, etc. Essas outras coisas, assim como aquelas, são fruto da natureza criativa que o homem herdou de Deus.
Não vou ser inocente de dizer que podemos qualquer música, ou assistir qualquer filme, Paulo escreve que nem tudo nos convém. Se você não tem fé para ouvir Djavan eu te digo que não o faça, mas meus irmãos, seus fofos, seus salvos, não condenem quem o faz. Amém?

domingo, 15 de novembro de 2015

O simples evangelho de Cristo


Escrevi um artigo anterior descrevendo o que não é o evangelho de Cristo que eu creio, e acredito agora mais do que nunca na necessidade de explicar o que acredito ser o evangelho de Jesus.
Primeiro acredito que o evangelho não é um conjunto de normas e regras do que eu posso ou não posso fazer. Cristo não morreu numa cruz para isso e nem precisaria, era só dizer e subir ao céu de boas. Jesus não veio fundar uma nova religião, ele veio trazer, viver e ensinar a verdadeira religião; altruísta, correta e belamente acolhedora. O evangelho é um resgate, é Deus vindo resgatar o homem do domínio do pecado transportando-o para o reino de seu amor.
O evangelho é a declaração explícita do amor de um pai, que para salvar pecadores da condenação eterna, enviou seu único filho para receber em si a punição que tais mereciam. O evangelho é uma declaração de amor. Uma carta de um pai amoroso. É a prova que alguém morreu em nosso lugar mesmo sabendo que era justa a condenação. Esse alguém morreu por todos, porque no evangelho não há distinções étnicas, de classe social, de estética ou qualquer outra diferença aparente.
O evangelho de Cristo também é esperança aos que crêem. Num mundo em que pouca coisa ou quase nada inspira confiança, o evangelho me dá uma sólida esperança de sua infalibilidade. Durante anos, décadas e séculos afins o mundo mudou de diversas formas, mudaram tipos de governos, mudou a geografia mundial, mudaram conceitos sociais, morais e éticos, mudou a arte, enfim, mudou quase tudo. Porém, o evangelho ultrapassou os séculos intacto, sua mensagem continua a mesma, seus efeitos os mesmos (porque ele é poder de Deus). Por causa desse evangelho segue viva a minha esperança de que breve verei o meu Senhor em toda a sua glória.

By Cláudio Oliveira

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Carta aberta de um cristão




Meu nome é Cláudio, tenho 31 anos e sou cristão. Tenho as minhas convicções de fé baseadas na bíblia que creio ser a palavra de Deus revelada aos homens. Também sou flamenguista, musicalmente eclético, estudioso e admirador de vinhos e outras cositas más.
Quero escrever esse texto a meus amigos e todos os que não são cristãos. Sei que vivemos tempos de descrença nas instituições e nas pessoas, sei também que para muitos nós cristãos somos partidaristas ortodoxos, mas me permita falar o que não é o evangelho que pregamos e cremos.
O evangelho não é uma máquina de tirar dinheiro das pessoas. Aliás quando pessoas sustentam partidos políticos, times de futebol e escolas de samba não vejo tamanha veemência nas acusações a essas instituições. O evangelho proposto por Cristo e pela igreja fiel é regido pelo princípio do amor ao próximo, por isso contribuímos com dízimos e ofertas para ajudar aos que não tem, também ajudar na manutenção do templo, sustentar missionários, ajudar instituições como casas de apoio a viciados e alcoólatras. Cremos que esse princípio de utilizar parte da nossa renda com alguém que não seja nós mesmos glorifica a Deus e por isso fazemos, temos casos, e não são poucos, de pessoas mal intencionadas que utilizam a simplicidade de alguns para benefício próprio, mas esses não são cristãos e atuam em todas as áreas: política, música, futebol, educação, etc.  Enfim meu amigo, não somos otários que sustentamos pastores que andam de carro importado e também não somos os pastores ricos que andam de carro importado sustentado por otários (usei a palavra "otário" porque ouvi ela dirigida a mim e achei interessante a colocação sem conhecimento de causa).
O evangelho não um trampolim para celebridades gospel. Sei que muitos cantores, ex-paquitos, ex-dançarinos, ex-bbb's e etc, tem usado o nome de Cristo para se reerguer financeiramente e midiaticamente, mas a maioria de nós temos um consenso de que esses aí só querem voltar a fama e condenamos as práticas de tais pessoas. Esses sanguessugas vêem na igreja uma oportunidade de comércio e são impulsionados pela falta de conhecimento que é comum entre muitas pessoas ditas cristãs. Na verdade essas pessoas tem uma insaciável sede por ídolos, tem intenso desejo por pessoas que se tornem o que eles queriam ser e dizem o que elas querem ouvir, pensam que estar na mídia é sinal de prosperidade do evangelho.
O evangelho não é um palanque de propagação ao ódio, seja ele político, étnico, de credo ou prática. Eu tenho amigas lésbicas, amigos gays, amigos góticos, amigos judeus, amigos umbandistas, e até vascaínos, enfim amigos de todo tipo. Por favor não nos julguem pela média ou pelos discursos de alguns, não odiamos ninguém. Você nunca verá um cristão fiel queimando um mulçumano numa fogueira porque este não tem a mesma fé que aquele. Meus amigos gays vocês são bem vindos, não temos uma bandeira erguida de ódio contra vocês, discordamos em pontos e só, podemos viver e conviver sem crise.
Também quero dizer que esses cantores midiáticos, a maioria desses telepastores, a maioria dos políticos, essa galera toda não são representantes do evangelho que cremos e nós também não gostamos do que eles fazem. Então meus amigos, não peço que nos amém de paixão, mas pelo menos respeitem a nossa fé e se tiverem dúvidas sobre nós, por favor, não perguntem a outros, podem vir até nós e seremos gratos em poder responder.

By  Cláudio Oliveira